— Que
culpa tenho eu, amiga, se todos os homens me querem? Não tem o Carlos?
— O
Carlos da Rosana?
— O
próprio. Tu acredita que ele me chamou pra sair?
—
Sério? E a Rosana tá sabendo?
— Hum!
Isso não é problema meu. Ela que aprenda a tomar conta do que é dela. E não
serei eu que irei ensiná-la.
— Não
acredito que tu aceitou.
—
Amanda, fala sério! Só se eu estivesse matando cachorro a grito.
— Tu
acha ele feio?
—
Hum!
Tamanha altivez, que
havia iniciado bem antes de Larissa entrar na faculdade, prosseguiu até meados
do curso de Biologia, quando já se imaginava influenciadora da vida selvagem.
Larissa, a gata, em mais um dia no Cerrado ou, então, A pantera Larissa no meio
das onças do Pantanal. Ih, logo seria destaque no National Geographic.
—
Larissa, tu vai à festa na casa do Cláudio?
— Não
tô sabendo.
— Ih,
vai todo mundo.
— Se
vai todo mundo, então eu vou, Júlia. Quando vai ser?
—
Sexta à noite.
— O
meu irmão vai ficar com o carro. Você me dá carona?
— Sem
problema.
Sexta-feira, lá foi a Júlia até a casa da amiga.
— Já?
—
Cheguei cedo, né?!
— Nem
me arrumei ainda. Entra aí.
As
duas mulheres foram até o quarto. Júlia se sentou na cama enquanto Larissa
retocava a maquiagem.
— Ué,
Larissa, tu não usa espelho pra se maquiar?
—
Tenho horror!
— Por
quê?
— Ah,
amiga, espelhos são honestos demais!
- Nota de esclarecimento: O conto "Realidade refletida" foi publicada no Notibras no dia 29/6/2026.
- https://www.notibras.com/site/realidade-refletida/

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