— Edu, você
precisa conhecer o Guima.
Quem é o Guima?
Bem, ele é o dono da mais afamada banca de jornal de Sobradinho.
— Edu, aproveita
que você está no DF e passe lá na banca do Guima.
Já escrevi
algumas histórias sobre os esdrúxulos acontecimentos na banca do amigo do
Gilmar. No entanto, até há poucos dias, ele era apenas uma incógnita para mim.
É verdade que já escrevi sobre o Guima, mas nem fazia ideia de onde o seu comércio
se localizava.
Munido de GPS, lá fui tentar localizar a banca do Guima. Mal cheguei, me
deparei com um tipo magrinho, olhos puxados, atendendo uma cliente. Enquanto
aguardava, fingi interesse em algo que, de tão absorto que estava por conta da
ideia de que estava prestes a conhecer um dos meus personagens, nem sei o
que estava olhando.
— Pois não?
— Você é o Guima, né?
— Sim.
— Eu sou o Eduardo, amigo do Gilmar.
— O escritor? Adoro as suas histórias! E sempre mando pros meus parentes lá em Tocantins. Todos riem muito!
— Na verdade, elas são suas.
— Que nada, o escritor é você, meu amigo.
Incrível! Em poucos segundos, eu me transformei em amigo do meu personagem. Diante
de tamanha proximidade, pedi para tirar uma fotografia com ele, que abriu
aquele sorriso na hora.
— Claro, Edu!
Bem, foi a deixa para que eu sacasse o aparelho celular do bolso para tentar enquadrar o meu personagem, agora em carne e osso, e dar um clique. Dei dois.
Conferi as fotografias e as mostrei para o Guima, que aprovou. Em seguida,
tratei de encaminhá-las para o Gilmar, que me mandou essa:
— Por que não me chamou, Edu? Assim a fotografia ficaria completa.
Pois é, o Gilmar tem razão. Vacilei. Fica para a próxima.
Valeu, Guima!
- Nota de esclarecimento: A crônica "Guima, o meu personagem" foi publicada no Notibras no dia 7/7/2026.
- https://www.notibras.com/site/guima-o-meu-personagem/










