— Cansei de rock and roll. Não que me arrependa, apenas não estou mais a
fim. Coloque Gil, Milton e Cauby. Coloque Magal.
— Magal?
— Sim, isso mesmo, minha Sandra Rosa Madalena. Que tal?
— Ué, não sabia que você fumava.
— Nem eu.
— Então?
— Então, o quê, minha flor?
— Cachimbo?
— É.
— Ganhou?
— Sim.
— De quem?
— Acho que foi impulso. Que tal Martinho? Tu gosta?
— Demais.
— Quer?
— Tenho medo de entortar a boca.
— Bobagem.
— Deve ser. Nunca fumei.
— Tudo bem, nem eu.
— Me dá aqui. Como faz?
— É só puxar.
Tragou uma, duas, oito vezes.
— Tem Zé Geraldo?
— Meiga senhorita?
— Senhorita.
— Não é meiga?
— Senhorita, mas é meiga também.
Trocaram carícias breves, a segunda-feira já beirava seus calcanhares.
- Nota de esclarecimento: O conto "A vitrola de domingo" foi publicado no Notibras no dia 17/8/2026.
- https://www.notibras.com/site/a-vitrola-de-domingo/

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