— Vai, faz isso
mesmo, José Roberto. Estou doida pra chamar a polícia.
José Roberto,
olhos arregalados, pareceu duvidar daquela ameaça. Tentou balbuciar algo,
talvez um princípio de choro, mas foi logo interrompido.
— E nem adianta
fazer essa carinha de cachorro que caiu da carroceria de caminhão. Comigo não,
violão!
Ludmila e Márcia,
que conheciam a mulher de outros carnavais, tentaram intervir. No entanto, a
resposta veio pronta.
— Não se metam,
por favor! Por favor! Comigo o buraco é mais embaixo. E o José Roberto sabe
muito bem como o pau canta lá em casa.
— Mas, Eleonora,
você não acha que está pegando pesado demais?
— Ah tá! Agora tu
é defensora de bandido, Márcia? E tu tá me olhando com essa cara por quê,
Ludmila? Tá com pena, é? Então, leva o José Roberto pra tua casa.
— Ih, Eleonora,
tô fora. Já tenho meus problemas pra me preocupar.
Quando a situação
parecia caminhar para uma calamidade, eis que, finalmente, um guarda se
aproximou. A autoridade, voz postada, anunciou:
— Senhoras, boa
tarde. O parquinho já vai fechar.
Márcia chamou a Fifi, que veio toda serelepe. Ludmila assoviou, o Totó obedeceu de pronto. Já Eleonora precisou pegar o José Roberto no colo. Eita, buldogue teimoso!
- Nota de esclarecimento: O conto "O caso José Roberto" foi publicado no Notibras no dia 11/8/2026.
- https://www.notibras.com/site/o-caso-jose-roberto/

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