A história que vou contar aconteceu em Guarapari, o agradável balneário
capixaba. A minha esposa (Dona Irene) e eu estávamos hospedados na praia do
Morro, mas gostávamos de caminhar todos os dias até as praias do Centro,
especialmente a das Castanheiras. Andar pela orla é muito gostoso, ainda mais
quando se está ao lado da mulher dos seus sonhos.
Não sei se você conhece
Guarapari, mas vou lhe contar que existe uma pequena ponte que separa o Centro
da outra parte. Logo abaixo há vários barcos, presos por âncoras,
geralmente com boias enormes, muitas vezes ligeiramente submersas por causa do
movimento do mar. E lá estávamos caminhando de volta, passando pela tal ponte,
quando a minha mulher resolveu brincar de faz de conta e apontou para uma das
boias.
— Oh, o que é aquilo?
— Eu não sei! O que será?
— Será que é um tubarão?
Nisso, um velhinho, que
vinha logo atrás da gente, cutucou o ombro da Dona Irene e disse:
— Senhora, isso não é um
tubarão. Isso é a boia do barco.
A minha amada, talvez por
não gostar da interrupção do nosso interlúdio lúdico, respondeu:
— Mas o senhor é mesmo
chato, hein!
- Nota de esclarecimento: A crônica "Dona Irene e o tubarão" foi publicado por Notibras no dia 9/8/2024.
- https://www.notibras.com/site/idoso-simpatico-vira-antipatico-durante-interludio-na-praia/
Que pena! Tirou a fantasia da Irene de achar que era mesmo um tubarão.
ResponderExcluirQue homem chato, mesmo!
Isso mesmo, Maria Lúcia! Que homem chato!!!rs
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