A menina tinha nome, mas o pai a chamava de Ninica. O pai também tinha lá o seu, mas a filha o chamava de Pepito. Os dois gostavam de passar o tempo juntos, seja no tapete da sala, seja até mesmo na veterinária do pai, onde ele atendia os animais, enquanto a menina, com aqueles olhos enormes, ficava atenta a tudo. Tão curiosa, que o pai jurava que, um dia, ela também seria médica veterinária.
Naquele dia, final de mês, quase não havia clientes para o pai atender. A Ninica perguntou para o Pepito se ele queria brincar de dominó. Ele respondeu que sim. Logo espalharam as peças pela mesa, mexendo daqui, mexendo dacolá. Cada um escolheu as suas sete.
Nesse dia, a Ninica estava dando aquela surra no Pepito, que não ganhava umazinha sequer. A menina ria tanto, que o pai resolveu premiá-la. Pegou um bombom no fundo da gaveta, o amarrou a um barbante e colocou no pescoço da filha. Naquele momento, havia sido criada a famosa medalha de bombom. A menina ficou ainda mais feliz, tanto é que, naquela mesma noite, foi dormir com o prêmio ainda no pescoço.
Essa tradição da medalha de bombom ainda permanece, se bem que quase nunca ocorre. Mas é sempre lembrada durante as conversas. É que a Ninica cresceu e nem se formou em medicina veterinária. Ela preferiu seguir a carreira do avô e, por isso, fez o curso de direito. O Pepito nem ficou triste com a escolha da filha, pois percebeu que a menina se encontrou exercendo a advocacia. No entanto, ainda que não tão frequente, ele chama a Ninica para ajudá-lo a atender um cliente de vez em quando e, quem sabe, colocar de novo aquela medalha de bombom no pescoço da, agora, advogada.
- Nota de esclarecimento: A crônica "A medalha de bombom e a advogada" foi publicada pelo Notibras no dia 13/08/2023.
- https://www.notibras.com/site/ninica-seria-veterinaria-mas-virou-otima-advogada/
Ninica voou... bateu asas..
ResponderExcluirPois é... Apesar de muitas pessoas a chamarem de Dra. Ana Maria, aqui em casa ela continua sendo a Ninica.
ExcluirA Ana Maria tem quantos anos? Conheci com uns 2 aninhos né?
ExcluirEla tem 25 anos. Pois é, já faz muito tempo em que você a conheceu! Ela continua com aqueles mesmos olhos enormes!
ExcluirMaio orgulho dessa ninica do papai. RS. Garota linda e inteligente. Ela merece todas as honras possíveis
ResponderExcluirMuitos a chamam de Aninha ou Dra. Ana Maria, mas eu sempre a chamo de Ninica. Acho até inimaginável um dia eu a chamá-la por outro nome.
ExcluirÉ meu amigo nem sempre os filhos seguem os passos dos pais
ResponderExcluirNa verdade, acho até legal ela ter seguido o próprio caminho. Mas continuamos muito próximos!!!
ExcluirÀs medalhas de bombons são lembranças de uma infância feliz. O pai de Ninica têm boas recordações para sempre. São coisas que parecem pequenas, porém, eternas em nossas mentes.
ResponderExcluirÉ verdade, Gil!!! As medalhas de bombom são bem mais saborosas que as de ouro!!!
ExcluirEmbora tenha se tornado a grande Dra. Ana Maria, desde que a conheci, pra mim é Aninha. Apesar também de não conhecer a Dra. Ana Maria porque a última vez que a vi, ela deveria ter 14, 15 anos, tenho um amor inexplicável por esta grande advogada e essa menininha ganhadora de medalhas de bombons.
ResponderExcluirMaria Lúcia, muito obrigado mais uma vez pela sua presença aqui no blog. A Ninica (Aninha) é bem legal! Estou até pensando em fazer o curso de direito para ficar mais perto dela. Com certeza irei aprender muito com ela nessa parte. Ela é a grande ganhadora de medalhas de bombom mesmo!rs
ExcluirA cadeia da foto, a amo também: a Cuca.
ResponderExcluirMuito especial.
A Cuquinha é muito especial pra gente! Já está na minha pauta uma história especial dela, que já apareceu por aqui em fotos e também na história "O mistério da rua sem saída". Obrigado, Maria Lúcia!!!
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