sexta-feira, 8 de abril de 2022

Dona Irene, a mecânica

 

    Não sei se isso acontece com você, mas eu não entendo bulhufas de carro. No entanto, a minha mulher, a Dona Irene, pode ficar horas falando sobre esse ou aquele modelo de automóvel, além de explicar sobre como é o funcionamento disso e daquilo. E, de tanto escutar essa especialista em veículos, acabei me convencendo de que ela é mesmo boa nisso, já que, em terra de cego, quem tem um olho é rei ou, como no caso da minha amada, rainha.

    Pois bem, lá estávamos nós retornando da nossa antiga fazenda, vencendo os quase 24 quilômetros de estrada de terra na nossa saudosa camionete chamada Manoelito, quando nos deparamos com um veículo parado no sentido oposto. O carro estava cheio de gente, enquanto o motorista, desesperado, pediu socorro justamente para mim, que, como escrevi acima, sou um completo ignorante no quesito mecânica. 

    Parei o Manoelito, e o sujeito chegou bem perto e me falou o problema que estava acontecendo: uma luz no painel estava piscando. Eu disse algo para o cara, depois pedi para a Dona Irene dar uma olhada no automóvel parado. Ela desceu da camionete e foi ver o que estava acontecendo.

    A minha esposa ficou conversando por menos de um minuto com o tal homem e, em seguida, voltou para o meu lado no Manoelito. Ela me disse que a tal luzinha piscando era por conta da injeção eletrônica, o que para mim foi mais uma surpresa, pois sou um completo inepto nessa área. O moço ligou o veículo e agradeceu a providencial ajuda da minha mulher. 

    Voltamos a andar pela estrada de chão, quando a Dona Irene me perguntou o que eu havia dito para o tal sujeito. Repondi: "Cara, não entendo nada de carro, mas ela aqui é mecânica!" A minha esposa simplesmente me olhou com uma cara de surpresa e disse: "Mas eu não sou mecânica!" Eu respondi: "Eu sei disso, mas ele não sabia!"

  • Nota de esclarecimento: A crônica "Dona Irene, a mecânica" foi publicada por Notibras no dia 6/11/2023.
  • https://www.notibras.com/site/luz-piscando-se-resolve-como-ligar-o-interruptor/

15 comentários:

  1. Muito boa história. Adorei. 🤣🤣🤣🤣🤣

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    1. Muito obrigado por acessar o blog!!! Que bom que você gostou da história!!! Forte abraço!!!

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  2. Kkkkkkkkkkkkkkk
    Por isso que dizem, mais vale a fé do que o pau da barca.
    Agora, fiquei muito curiosa. A Irene falou que era a injeção eletrônica, mas o que realmente ela fez? Já que ela não entende realmente de mecânica de automóveis?
    Mate-me a curiosidade, Irene.
    Kkkkkkkkkkkkkkk

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    1. Maria Lúcia, o fato dela não trabalhar como mecânica, não quer dizer que ela não entende. Ela simplesmente disse que o cara poderia dirigir com tranquilidade, mas que deveria procurar uma oficina sem tanta pressa. E o cara ligou novamente o carro e foi embora, graças ao talento mecânico da Dona Irene. Obrigado, mais uma vez, pelo comentário maravilhoso! Beijão!!!

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  3. Essa Dona Irene é pau para toda obra!

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  4. Precisamos marcar um churras os buldoguinhos, vc e doida Irene

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    1. Sim!!! Assim que a oportunidade aparecer e a Dona Irene se recuperar da cirurgia. Beijão, Tania!!!

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  5. Para andar no Manoelito tinha que realmente ter uma consultora em mecânica, dona Irene.

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  6. Ah! Entendido.
    Muito bom a Irene entender um pouco, assim, você não precisa ficar parado também, pensando que é um problema maior, sendo só uma luzinha acesa no painel.
    Kkkkķkkkkkkkkkkk
    Coisa melhor do mundo é ter uma mulher de mil e uma utilidades, né?
    Kkkkkkkkkkkkkkk

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  7. Boa, Dudu!! Somos dois. Também não entendo NADA de mecânica! Kkkkkkkkkkk

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    1. Mecânica é algo muito complicado para mim. Eu até entendo essa parte da física, mas na prática não consigo associar os conhecimentos. A Irene é craque nessas coisas!

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  8. Pois bem. Uma bela crônica. Pensando bem, notaremos que todos nós somos também personagens de casos inusitados e que ficam marcados e muitas vezes viram crônicas dentro da oralidade da família e dos amigos próximos. Adoro contos e crônicas e registro muitas delas para a posteridade. Curiosamente não sou uma "Brastemp" para lembrar fatos do passado, mas há os que ficaram muito bem gravados e eu boto tudo no papel. Num blog amador. Assim ficam para a posteridade não dependendo só da citação oral que pode cair no esquecimento. Abraço ao autor e aos leitores. Engenheiro Agrônomo Orlando Lisboa de Almeida, um paulista do interior que reside hoje em dia em Curitiba PR

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    1. Orlando, meu pensamento é semelhante ao seu quanto a crônicas e contos. Tenho o hábito de andar com uma caneta e um bloquinho de notas para anotar todas as ideiais que surgem, seja uma frase, seja uma fotografia, seja uma situação. Assim que chego ao lar, anoto tudo nos rascunhos do blog. Há centenas de histórias esperando para que eu as escreva e, certamente, outras tantas aguardando que você também faça o mesmo. Vou visitar seu blog agora mesmo. Obrigado pela visita e forte abraço!!!

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