terça-feira, 7 de julho de 2026

Guima, o meu personagem

    Há tempos ouço do meu grande amigo Gilmar:

    — Edu, você precisa conhecer o Guima.

    Quem é o Guima? Bem, ele é o dono da mais afamada banca de jornal de Sobradinho.

    — Edu, aproveita que você está no DF e passe lá na banca do Guima.

    Já escrevi algumas histórias sobre os esdrúxulos acontecimentos na banca do amigo do Gilmar. No entanto, até há poucos dias, ele era apenas uma incógnita para mim. É verdade que já escrevi sobre o Guima, mas nem fazia ideia de onde o seu comércio se localizava. 

      Munido de GPS, lá fui tentar localizar a banca do Guima. Mal cheguei, me deparei com um tipo magrinho, olhos puxados, atendendo uma cliente. Enquanto aguardava, fingi interesse em algo que, de tão absorto que estava por conta da ideia de que estava prestes a conhecer um dos meus personagens, nem sei o que estava olhando. 

        — Pois não?

        — Você é o Guima, né?

        — Sim.

        — Eu sou o Eduardo, amigo do Gilmar.

        — O escritor? Adoro as suas histórias! E sempre mando pros meus parentes lá em Tocantins. Todos riem muito!

        — Na verdade, elas são suas.

        — Que nada, o escritor é você, meu amigo.

        Incrível! Em poucos segundos, eu me transformei em amigo do meu personagem. Diante de tamanha proximidade, pedi para tirar uma fotografia com ele, que abriu aquele sorriso na hora.

        — Claro, Edu!

        Bem, foi a deixa para que eu sacasse o aparelho celular do bolso para tentar enquadrar o meu personagem, agora em carne e osso, e dar um clique. Dei dois. Conferi as fotografias e as mostrei para o Guima, que aprovou. Em seguida, tratei de encaminhá-las para o Gilmar, que me mandou essa:

        — Por que não me chamou, Edu? Assim a fotografia ficaria completa.

        Pois é, o Gilmar tem razão. Vacilei. Fica para a próxima.

        Valeu, Guima!  

Nenhum comentário:

Postar um comentário