Remexendo antigas fotografias, encontrei
uma em que eu estou montado no Maradona, o lindo cavalo dos meus tempos de
estudante de medicina veterinária. Essa foto, aliás, foi tirada no meu último
dia na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Isso me fez
lembrar de que, apesar de já ter passado por outras universidades, incluindo a UnB, me considero
um ruralino, que é como aqueles que estudaram na Rural se autodenominam.
Pois é, mesmo após décadas do meu derradeiro dia naquele maravilhoso ambiente, toda vez que conheço alguém que já passou por lá, logo de cara me identifico e trocamos lembranças, independentemente de termos ou não estudado na mesma época. Esse laço que envolve todos esses estudantes, apesar de nunca terem se visto, é algo inexplicável para quem não foi aluno da mais linda universidade do Brasil. Chega a ser estranho, como a minha mulher, a Dona Irene, já havia me dito antes de pisar no maior campus da América Latina.
A minha esposa, certa vez, participou de um encontro entre representantes de instituições de ensino superior em Santana do Livramento-RS. Durante esse tempo, ela conheceu algumas pessoas que se formaram na UFRRJ. Cismada, ela falou que era casada com um ex-aluno de lá. Pra quê? Os seus novos colegas começaram a falar maravilhas da minha universidade, o que a deixou ainda mais intrigada. "Por que esse povo é assim? Será que todo mundo que passa por lá é maluco?", ela se perguntou.
Mais alguns anos se passaram, até que, finalmente, a Dona Irene conheceu a minha amada universidade. Dava para notar o brilho naqueles lindos olhos castanhos. De imediato foi como se a minha mulher tivesse sido enfeitiçada pela magia de pertencer àquele lugar e, talvez por um instante, ela própria tenha se sentido um pouco ruralina. Seja como for, a partir desse dia, ela jamais voltou a questionar o meu encanto pela Rural.
- Nota de esclarecimento: A crônica "Eterno Ruralino - UFRRJ" foi publicada por Notibras no dia 17/10/2025.
- https://www.notibras.com/site/eterno-ruralino-ufrrj/

Saudosismo! Como o tempo voa! Ficam as boas recordações. O Maradona deve ter sentido a sua falta quando você concluiu o curso.
ResponderExcluirGil, voa mesmo!!! O Maradona era um cavalo muito especial, todos os alunos o adoravam. Muito manso!!!
ExcluirNão há quem não se encante pela Rural.
ResponderExcluirSe não se encantar, ou é doente, acometido por falta de cérebro ou é inconsciente.
Kkkkkkkkkkkkkkk
Extraordinária, a UFRRJ!
É mágica, encantadora.
Lá, deve ter aquelas cobras que hipenotizam as pessoas. Meu pai, falava, que se a nossa pupila se alinhar à pupila da cobra, já era, ficávamos encantados. Assim acontece com a Rural, só não se apaixona quem não a vir.
Maria Lúcia, vem aqui escrever no blog, que é todo seu! Seu comentário já encanta qualquer um!!! Beijo eterno, minha amiga!!!
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